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Policiais mortos da MegaOperação no Rio

A Verdade Ignorada: Os Heróis Caídos da Megaoperação no Rio e a Hipocrisia da Narrativa Esquerdista

A megaoperação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025, entrou para a história como um marco no enfrentamento ao narcoterrorismo que assola o estado. Contudo, em meio ao sucesso da ação que desarticulou parte da liderança do Comando Vermelho (CV) e apreendeu um vasto arsenal, a grande mídia e a militância de esquerda se apressaram em construir a narrativa de sempre: a vitimização de criminosos e a relativização do sacrifício de quatro valorosos agentes de segurança. A tese central deste artigo é clara: a operação foi um sucesso estratégico na defesa da ordem e da vida do cidadão de bem, e os quatro policiais mortos são as únicas e verdadeiras vítimas de um sistema que, por vezes, parece mais preocupado em proteger bandidos do que em honrar seus heróis.

A ação, que mobilizou 2.500 policiais civis e militares, tinha como objetivo principal a captura de lideranças do CV e a contenção da expansão territorial da facção. O cenário era de guerra, com criminosos fortemente armados, muitos deles vindos de outros estados, entrincheirados em áreas de mata e favelas. O balanço oficial da Polícia Civil confirmou 121 mortes, sendo 4 policiais e 117 suspeitos de envolvimento com o crime organizado [1].

O Governador Cláudio Castro (PL) não hesitou em classificar a operação como um “sucesso”, afirmando que as únicas vítimas eram os agentes de segurança tombados [2]. Essa declaração, baseada na realidade do combate ao crime organizado, gerou a esperada histeria nos setores que preferem o caos à ordem.

O sacrifício desses homens não pode ser reduzido a uma estatística. Eles caíram em combate contra aqueles que destroem famílias e a sociedade.

Os Heróis que Tombaram

Os quatro policiais que perderam a vida representam o que há de mais corajoso e dedicado nas Forças de Segurança do Rio. Eles sabiam do risco, mas colocaram o dever acima de suas próprias vidas.

AgenteCorporaçãoIdadeDetalhes
3º Sargento Cleiton Serafim GonçalvesBOPE42 anosIngressou em 2008. Deixa esposa e uma filha.
3º Sargento Heber Carvalho da FonsecaBOPE39 anosIngressou em 2011. Casado, deixa esposa, dois filhos e um enteado.
Comissário Marcus Vinícius (Máskara)Polícia Civil (53ª DP)51 anosPromovido recentemente. Atingido na cabeça em confronto.
Inspetor Rodrigo CabralPolícia Civil (39ª DP)34 anosApenas dois meses na corporação. Atingido na nuca. Deixa esposa e uma filha pequena.

O Inspetor Rodrigo Cabral, com apenas dois meses na Polícia Civil, e o Comissário Marcus Vinícius, o “Máskara”, um líder experiente, foram atingidos durante a chegada das equipes. Os sargentos do BOPE, Cleiton Serafim e Heber Fonseca, caíram na linha de frente, honrando o lema de sua tropa de elite.

A Falsa Simetria e a Vitimização do Criminoso

O principal ataque à operação veio da tentativa de criar uma falsa simetria moral entre os policiais, que estavam cumprindo a lei e defendendo a sociedade, e os 117 suspeitos, membros de uma facção que aterroriza o Rio. A esquerda, em sua retórica desarmamentista e garantista, ignora o fato de que esses 117 indivíduos estavam em confronto armado com o Estado, defendendo um império do crime.

O foco da crítica não está no luto das famílias dos policiais, mas sim na contagem de corpos dos criminosos, numa clara inversão de valores. A narrativa de que a operação foi um “massacre” ou um “fracasso” é uma falácia que visa deslegitimar a ação policial e enfraquecer a capacidade do Estado de impor a ordem. O Governador Castro foi cirúrgico ao afirmar que os policiais são as vítimas, e não os narcoterroristas que os mataram.

O “Muro do BOPE” e a Estratégia de Guerra

A estratégia utilizada, denominada “Muro do BOPE”, que consistiu em encurralar os criminosos na Serra da Misericórdia, empurrando-os para a mata onde outras equipes estavam posicionadas, foi uma tática de guerra necessária e eficaz. O objetivo era claro: neutralizar a ameaça.

A crítica sobre a letalidade da operação ignora a realidade do confronto. O Comando Vermelho não utiliza armas de brinquedo. A resposta do Estado precisa ser à altura da agressão. A alegação de que a operação foi desproporcional é um eufemismo para a defesa da impunidade. A ordem deve ser restabelecida, e a única linguagem que o crime organizado entende é a da força legítima do Estado.

O Silêncio Seletivo da Mídia e da Esquerda

O que mais choca é o silêncio ensurdecedor da grande mídia e dos ativistas de direitos humanos sobre o histórico e a dor dos quatro policiais mortos. Enquanto detalhes da vida dos criminosos são frequentemente explorados para humanizá-los, a trajetória de dedicação e o luto das famílias de Cleiton, Heber, Marcus e Rodrigo são relegados a notas de rodapé.

Essa seletividade ideológica é a prova do viés que permeia o debate sobre segurança pública no Brasil. A esquerda se mobiliza para questionar a perícia e a legalidade da ação, mas raramente para prestar solidariedade aos agentes que arriscam suas vidas diariamente. É um desrespeito à memória dos heróis e um incentivo velado àqueles que promovem a desordem.

Conclusão

A megaoperação no Rio de Janeiro foi um ato de coragem e necessidade. Os quatro policiais mortos são a prova viva do preço que a sociedade paga pela omissão e pela leniência com o crime organizado. Seus nomes — Cleiton Serafim Gonçalves, Heber Carvalho da Fonseca, Comissário Marcus Vinícius e Inspetor Rodrigo Cabral — devem ser lembrados como os de heróis que caíram defendendo a civilidade contra a barbárie.

É imperativo que a sociedade brasileira e as autoridades abandonem a retórica da falsa simetria. O sucesso de uma operação se mede pela desarticulação do crime e pela reafirmação da autoridade do Estado, e não pelo número de criminosos neutralizados, que é apenas uma consequência da resistência armada. Honrar os policiais mortos é um dever moral; questionar a ação do Estado em nome da vitimização de narcoterroristas é um desserviço à nação e um endosso à desordem.

Referências

[1] Mortos em megaoperação no RJ: governo confirma 121 óbitos, 4 policiais e 117 suspeitos. G1 Rio. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/10/29/atualizacao-numero-mortos-operacao-rio-de-janeiro.ghtml

[2] Cláudio Castro lamenta mortes de policiais e diz que megaoperação foi um sucesso. G1 Jornal Nacional. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/10/29/claudio-castro-lamenta-mortes-de-policiais-e-diz-que-megaoperacao-foi-um-sucesso-dois-agentes-sao-enterrados-no-rio.ghtml

[3] Saiba quem eram os 4 policiais mortos durante a megaoperação no Rio. Metrópoles. Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/policiais-mortos-megaoperacao-rio

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