
Se perguntarmos na rua O que é feminismo, a maioria das pessoas dirá que é a luta por direitos iguais. Essa é a capa, a embalagem. Mas, para entender o que realmente impulsiona o movimento moderno, é preciso ir muito além dos Slogans e observar a sua verdadeira natureza, que é ideológica, que se manifesta em uma mentalidade revolucionária política como o marxismo, e na desvalorização da ordem natural, ou seja, jogar fora tudo o que fortaleceu a sociedade atual, o seu alicerce.

O Feminismo não quer conquistar o lugar da mulher, ele quer tirar o lugar do homem. Não precisamos de mulheres empoderadas, precisamos de mulheres poderosas, pois as empoderadas dependem de uma narrativa, mas as poderosas ditam seu destino e baseiam-se em fundamentos.
Longe de ser apenas uma busca por justiça, o feminismo moderno é uma construção complexa que se baseia em Falácias e que, ao longo de suas “ondas” (movimentos), tem levado a resultados opostos à felicidade e bem-estar femininos, impondo um dever perpétuo de trabalho e uma mentalidade de vitimização, que não existe.
Este artigo visa desconstruir essa narrativa, expondo os Argumentos Contra o Feminismo, com o suporte de pensadores como Ana Caroline Campagnolo, Steven Goldberg, Camille Paglia, G.K. Chesterton e Martin Van Creveld.
Fundação: A Verdadeira Natureza Ideológica e a Semente da Subversão
Para a maioria das pessoas, as ações iniciais do feminismo, chamadas de Protofeminismo ou Primeira Onda (que começa com Mary Wollstonecraft em 1792 e se expande nos EUA a partir de 1848), pareciam lutar por coisas óbvias, como o direito à propriedade, contratos matrimoniais mais justos ou o sufrágio (direito ao voto).
No entanto, a autora Ana Caroline Campagnolo argumenta que, embora o movimento tenha começado com demandas políticas que podiam ser “parcialmente genuínas”, essa busca por uma “emancipação descontrolada” evoluiu para um caminho ideológico “mendaz”.
O filósofo Aristóteles já advertia que “Um pequeno erro no princípio acaba por tornar-se grande ao fim”. E o erro fundamental do feminismo foi a sua raiz na mentalidade revolucionária. Essa mentalidade, que Küster (autor do (Prefácio) do livro Feminismo, Perversão e Subversão, escrito por Ana Caroline Campagnolo) chama de “sanha”, baseia-se na perigosa ideia de que é preciso reconstruir o “paraíso perdido” e que uma sociedade perfeitamente “igualitária, fraterna e livre” é alcançável.
O Pós-Marxismo e a Ideologia de Gênero
A natureza ideológica do feminismo torna-se mais clara ao analisar as suas fases mais recentes. Agustín Laje e Nicolás Márquez, autores de O Livro Negro da Nova Esquerda, explicam que, quando o Império Soviético começou a desmoronar no final dos anos 80, a esquerda precisou se “reinventar”.
Eles trocaram a velha “luta de classes” (trabalhadores contra patrões) por “aforismos igualitários”. O feminismo radical e a ideologia de gênero (o conceito de que o sexo é uma construção social, e não biológica) tornaram-se o novo campo de batalha, mostrando assim, que o feminismo nunca foi sobre mulheres, mas uma luta política que usa as mulheres como um cavalo de tróia.
A Terceira Onda feminista, que se intensificou por volta de 1992, adota a obra Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade, de Judith Butler, como sua “bíblia”. O foco deixa de ser os direitos civis e passa a ser a subversão dos sexos e o esmorecimento das identidades feminina e masculina. A ideologia de gênero tenta subverter a ordem natural.
A Contradição Central: Ignorando a Natureza
Camille Paglia, uma crítica influente do feminismo mainstream, aponta a contradição entre o liberalismo moderno e o feminismo: eles defendem a liberdade individual, mas ao mesmo tempo veem as estruturas sociais como opressivas.
Paglia insiste que a verdadeira libertação sexual exige o reconhecimento da biologia, do contexto histórico e das limitações naturais. O feminismo critica as questões de sexo como meras “convenções sociais”, ignorando que a natureza é um “jogador significativo e severo” na moldagem da sexualidade humana e que a agressão e a luxúria são aspetos inatos da nossa biologia.
A essência ideológica é, portanto, a negação da realidade biológica em favor de uma utopia social “igualitária”.
As três principais “Ondas” do feminismo são:
A Primeira Onda Feminista (Protofeminismo e Busca por Inserção):
Acontecimentos e Foco: A Primeira Onda teve o seu documento fundador com Mary Wollstonecraft em 1792 e expandiu-se nos Estados Unidos a partir de 1848.1
- As ações iniciais e as demandas políticas da Primeira Onda incluíam:
1. Direito ao Voto (Sufrágio): A luta pelo sufrágio (direito ao voto) era uma demanda política inicial.2
2. Propriedade e Dinheiro: Resolver problemas relacionados a direitos de propriedade, herança e contratos matrimoniais desiguais.3
3. Inserção nos Universos Masculinos: O foco era a inserção da mulher no universo masculino, incluindo a entrada no mercado de trabalho e no poder estatal. O objetivo era “romper com a esfera privada”.4
4. Educação: A educação pública era vista como um instrumento de transformação social, um tipo de campo para a ideologia criar adeptos e destruir famílias.
A Crítica Antifeminista a esta Fase: Embora as motivações fossem “parcialmente genuínas” (como problemas com direitos de propriedade e desigualdades em contratos matrimoniais), a crítica antifeminista argumenta que estas ações levaram a uma subversão da vida feminina.
• Direitos Concedidos, Não Tomados: Simone de Beauvoir (citada por Campagnolo) observou que as mulheres “só ganharam o que os homens concordaram em lhes conceder, elas nada tomaram; elas receberam”.
E também como a feminista Camille Paglia dizia: Você não vale nada como feminista se não admite a glória dos homens. A responsabilidade pessoal é a base. Você deve buscar a informação, você deve buscar a felicidade. Pare de pedir ao Estado e à burocracia para mandarem pessoas que façam você feliz. Essa não é a receita da liberdade das mulheres. Isso é um retrocesso. Isso faz do Estado o guardião das mulheres e elas ficam passivas.
• Perda do Lar: As demandas públicas resultaram na perda da vida privada: “Ganharam o mundo como casa, e perderam a casa como lar”.
• O Fardo do Trabalho: A luta pelo “direito ao trabalho” transformou-se no “dever de sempre trabalhar”. G.K. Chesterton (citado por Küster) argumentou que a mulher trocou o domínio criativo e individual do lar (sua esfera despótica) por ter de obedecer a patrões e dançar a música de clientes indiferentes e mandões.
A Segunda Onda Feminista (Foco na Sexualidade e Maternidade)
A Segunda Onda feminista teve seu auge a partir dos anos 60.
Acontecimentos e Foco: O foco desta onda é a “Reprodução feminina do vício masculino”. Os principais temas de subversão e ataque eram:
1. Sexualidade e Reprodução: O movimento promoveu a promiscuidade e a irresponsabilidade sexual. Autoras como Betty Friedan criticaram o matrimônio e a maternidade, e o movimento envolveu figuras como Margaret Sanger e o caso de Jane Roe (referente ao quase-aborto).
A Crítica Antifeminista a esta Fase: A Segunda Onda é acusada de promover a desvantagem sexual e econômica para as mulheres e de fazer uma falsa promessa de satisfação.
2. Identidade e Insatisfação: O conceito do “problema sem nome” (em referência ao trabalho de Betty Friedan) foi amplamente discutido, mas a crítica antifeminista argumenta que este não era um problema de todas as mulheres. A crítica de Simone de Beauvoir em O Segundo Sexo também é mencionada como parte deste período.
• Promiscuidade: Esta fase é associada a “biografias de infelicidade e promiscuidade”.5
• Vitimização: A psicanalista Elaine Showalter (mencionada em referências a Délia) notou que a histeria no século XIX era vista como uma “forma inconsciente de protesto feminista”. A Segunda Onda, ao focar na insatisfação feminina, transformou essa “nevrose” em ideologia.
• Desvalorização da Família: O movimento é visto como uma tentativa de dissolver o casamento e o apego à família.
A Terceira Onda Feminista (Subversão das Identidades)
A Terceira Onda é vista como o ponto de viragem mais radical e ideológico do feminismo.
Acontecimentos e Foco: Esta fase está profundamente ligada ao pós-marxismo e à ideologia de gênero.
1. Ideologia de Gênero: O marco simbólico desse movimento é o ano de 1992, quando o livro Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade, de Judith Butler, foi publicado e abraçado como a “bíblia” pelos movimentos promotores da ideologia de gênero.
2. Subversão Total: O foco é a subversão dos sexos e o esmorecimento das identidades feminina e masculina. Busca-se desvincular o sexo biológico da identidade social.
3. Ataque à Ordem Natural: O movimento questiona a ideia de um “primeiro sexo” (biologia) e explora conceitos como o padrão lésbico (Monique Witting) e a alegação de que o corpo não é uma prisão. A filósofa Camille Paglia (feminista) critica o feminismo por ignorar o determinismo biológico, tratando o sexo apenas como “convenções sociais” e negligenciando as “forças caóticas da natureza”.
A Crítica Antifeminista a esta Fase: A Terceira Onda é a culminação da mentalidade revolucionária que jaz no fundo do feminismo, procurando a sociedade “igualitária, fraterna e livre”.
• Subversão da Identidade: A busca por “emancipação descontrolada” levou à conquista, ironicamente, da subversão da própria identidade da mulher.
• Pós-Marxismo Cultural: Essa fase é vista como o uso de “aforismos igualitários” para maquiar e oxigenar os “envelhecidos e desacreditados slogans” da esquerda após o colapso soviético, substituindo a luta de classes por uma guerra cultural.6
• Totalitarismo: O movimento demonstra um critério moral seletivo e totalitário, culminando no ódio ao cristianismo e na reação contra o totalitarismo feminista.7
Em resumo, as três ondas representam uma progressão de demandas políticas (Primeira Onda) para a libertação sexual e questionamento da família (Segunda Onda), culminando na negação da biologia e na subversão da identidade de gênero (Terceira Onda).

Falácias do Feminismo: Desmistificando o Sufrágio e o Fardo do Trabalho
O feminismo constrói a sua narrativa sobre a ideia de que a mulher sempre foi oprimida pelo homem, um “mito da opressão” que o historiador Martin Van Creveld se propõe a desmantelar.
Van Creveld argumenta que foram as mulheres, e não os homens, que gozaram de privilégios ao longo da história.
– A Falácia do “Direito Tomado”
A luta pelo voto (sufrágio) e por outros direitos civis é apresentada como a “tomada” de direitos negados. No entanto, Simone de Beauvoir (citada por Campagnolo) observou que a mulher “só ganhou o que os homens concordaram em lhes conceder, elas nada tomaram; elas receberam”. A ação feminina, nesse sentido, nunca passou de uma “agitação simbólica”.
Recusar essa aliança e cumplicidade com o homem significaria, para a mulher, “renunciar a todas as vantagens que a aliança pode conferir-lhes”.
O preço que as mulheres pagaram por essas demandas políticas e pela ampliação de sua atuação social foi “altíssimo”. Bernardo Pires Küster resume, citando a autora: “Ganharam o mundo como casa, e perderam a casa como lar”.
– O Mito do “Direito ao Trabalho” e a Sobrecarga Feminina
O ponto mais crucial na desconstrução histórica é o conceito de trabalho. A narrativa feminista afirma que o direito de trabalhar foi uma libertação. A realidade, contudo, mostra que se tornou um dever perpétuo de sempre trabalhar.
O escritor G.K. Chesterton, em sua crônica A mulher (1908), apresenta um argumento simples e acessível para o leitor comum. Ele explica que, entre os dois sexos, a mulher estava em uma posição mais poderosa no lar. A esfera doméstica era o seu domínio despótico. O trabalho da mulher era, em pequena medida, “criativo e individual” (por exemplo, cozinhar ou arranjar flores).
Em contraste, o homem comum tinha de “obedecer a ordens” e somar números tediosos.
Ao buscarem o trabalho na esfera pública, as mulheres perderam a esfera livre e privada do lar para terem de “obedecer a seus patrões e… dançar a música de clientes indiferentes e mandões”.
A sobrecarga atual é a prova dessa falácia. Nos países desenvolvidos, pesquisas do século XX mostraram que a maioria das mulheres da classe média que trabalhavam fora (mesmo em meio período) continuava a gastar a maior parte do seu tempo cuidando da casa e dos filhos. Ou seja, o trabalho remunerado somou-se ao doméstico, transformando a mulher em prisioneira do lar e do emprego.
– O Privilégio de Ser Protegida
Historicamente, o homem sempre foi o “herdeiro da tradição”, tendo o dever de sustentar a mulher e os filhos. A diferença entre os sexos, quanto à atividade econômica, é a menor força física das mulheres e o fato de que engravidam e cuidam dos filhos. O arranjo social mais importante da história humana foi inventado pelos homens, que começaram a alimentar fêmeas e filhos.
No contexto das guerras, o “maior privilégio de todos” de que as mulheres desfrutam é raramente se esperar que derramem sangue pelo bem da comunidade. A sociedade selecionou os homens para “lutar e morrer” em seu nome. As mulheres participantes eram voluntárias e dispensadas de tarefas duras.
A crítica Eliza Lynn Linton apontava que, se as mulheres querem “mingle in the mêlée” (misturar-se na refrega), elas não podem exigir o bom de ambas as posições: “a cortesia devida à fraqueza e a honra paga ao valor”. Se elas entram na arena para lutar, devem esperar “hard knocks” (golpes duros) como o resto.
Argumentos Contra o Feminismo: Biologia, Família e Ordem Natural
Os Argumentos Contra o Feminismo se baseiam na ciência, na biologia e na observação dos padrões sociais que o feminismo insiste em ignorar ou rotular como “opressão”.
– A Diferença Biológica e a Dominação Masculina (Patriarcado)
A ordem natural é hierárquica, e as diferenças entre os sexos não são meras invenções sociais.
O sociólogo Steven Goldberg, em seu estudo sobre The inevitability of patriarchy (A inevitabilidade do patriarcado), sustenta que a dominação, a ascendência e a realização masculina são instituições universais observadas em todas as sociedades conhecidas.
Ele argumenta que a causa é a “diferenciação da tendência de dominância”, uma diferença psicofisiologicamente mediada. Simplificando, o comportamento de dominância é, em média, mais facilmente provocado nos homens do que nas mulheres. Essa diferença biológica é a explicação para o porquê de o patriarcado existir.
Camille Paglia complementa: o feminismo, ao tentar apagar essas hierarquias em busca de uma igualdade absoluta, desconsidera que o sexo é poder. Toda relação sexual envolve uma troca de poder, seja ela sutil ou manifesta. Se uma hierarquia natural for varrida, outra a substituirá, “talvez menos palatável do que a primeira”.
– O Impacto Negativo na Família e a Rejeição da Felicidade
A ideologia feminista tem como consequência o ataque à estrutura familiar e a desvalorização da maternidade, promovendo o individualismo e, ironicamente, a infelicidade feminina.
A Segunda Onda feminista (que se concentra a partir dos anos 60) promoveu a promiscuidade e a irresponsabilidade sexual. O foco em temas como o divórcio e o quase-aborto (como a história de Jane Roe), alinhados à ideologia de gênero da Terceira Onda (Judith Butler), contribuíram para o esmorecimento da identidade e a desestabilização familiar.
No século XIX, antes da ascensão das correntes radicais, escritoras como Délia (Maria Benedita Câmara Bormann) já ilustravam em seus contos o sofrimento das mulheres que buscavam liberdade fora da resignação feminina defendida na época. Personagens como “Alegria” ou “A Suicida” buscam a liberdade a todo custo, mas frequentemente caem na revolta, traição e autodestruição. A infelicidade e a “nevrose” eram vistas como uma “forma inconsciente de protesto feminista” contra o sistema patriarcal.
O feminismo, ao invés de curar essa “nevrose” (a loucura feminina, vista no século XIX como ligada às tensões e afetos sexuais), transformou-a em ideologia explícita, incentivando o ressentimento.
O conto Sensitiva, de Délia, ilustra a rejeição da paixão voraz e o apelo à ordem: “A felicidade não permanece no fervilhar de uma paixão voraz, essa suave emanação do egoísmo humano tem plebeias predileções e prefere, quase sempre, a chata quietação das existências vulgares”.
A mulher que abraça a vida pública e profissional em detrimento do lar corre o risco de se tornar “dura, sem amor, mercenária, ambiciosa, sem faculdade doméstica e desprovida de instintos naturais saudáveis,” o que é um “erro lamentável e um grave desastre nacional”.

– Autoridade Antifeminista: Vozes Contra a Corrente
O debate sobre O que é feminismo e a sua desconstrução ganha força com a menção de intelectuais que, muitas vezes, são silenciados pela corrente dominante. Eles oferecem Argumentos Contra o Feminismo baseados em dados, história e biologia:
• Ana Caroline Campagnolo: Em Feminismo: perversão e subversão, traça a cronologia do movimento, desde o protofeminismo até a Terceira Onda e a ideologia de gênero, expondo a subversão moral e a ligação com a mentalidade revolucionária.
• Steven Goldberg: Seu trabalho The inevitability of patriarchy estabelece o argumento biológico central: a dominação masculina é um universal psicofisiologicamente mediado pela tendência de dominância.
• Martin Van Creveld: O historiador militar, em Sexo Privilegiado, refuta o mito da opressão e mostra que as mulheres foram o sexo privilegiado em muitas épocas e sociedades, desfrutando de proteção e menos responsabilidade pelo sustento e pela guerra.
• G.K. Chesterton: Fornece a crítica fundamental ao “direito ao trabalho”, mostrando que a mulher trocou a liberdade e o domínio criativo do lar pelo “dever de sempre trabalhar”.
• Camille Paglia: Descrita como “a feminista que outras feministas adoram odiar”, ela critica o feminismo por ignorar que a natureza é severa e que o sexo é poder, rejeitando a noção de que o sexo é apenas uma construção social.
• Eliza Lynn Linton: Uma voz histórica que condenou a mulher moderna, ambiciosa e sem instintos saudáveis, afirmando que a vida pública é “incompatível com o desempenho de seus mais altos deveres”.
Conclusão: O Apelo ao Coração e a Valorização da Família
Inicialmente, o feminismo é apresentado às mulheres como a solução de seus problemas (problemas que não existem), injetando-lhes vitimização ao mostrarem situações que permeiam em casos de “feminicídio”, caso da Maria da Penha (que é uma grande mentira), dados que apresentam o número pequeno de mulheres que participam da política e também em cargos altos em empresas corporativas, e situações que colocam a mulher como uma vítima da sociedade, mas a grande questão é, essa é isca que os professores em escolas e universidades apresentam em sala de aula para fisgar adolescentes com a vida e família desestruturadas, jovens com o destino incerto, e em muito, vítimas de abusos causados justamente por homens, e nada mais justificador para pessoas como essas acharem a sua causa no feminismo, e transformarem em sua missão de vida, sua religião. O homem (ser humano) precisa de um propósito, do fundo da sua alma vazia, todos nós fomos criados para cumprir um propósito. Somos esponjas, aderimos aquilo que achamos justo e que valha a pena lutar, é muito fácil convencer adolescentes, jovens e mulheres que não tem princípios ou crenças, com uma vida emocional e familiar frustradas a acreditarem na “causa” do feminismo, a ideologia que resolverá seus problemas, é como recrutar pobres pessoas de alma a uma seita. Isso é crueldade.
O caminho da ideologia feminista, que exige a luta incessante pela igualdade em áreas onde os homens são biologicamente mais aptos (como a dominância e a agressão), e que desvaloriza o lar, é um caminho de infelicidade e sobrecarga, pois a mulher nasceu para ocupar o lugar que homens não podem, simplesmente por serem diferentes, e não será óbvio que se homem e mulher nasceram diferentes não tenham papéis diferentes? Se a mulher quer fazer o que o homem faz e estar onde ele está, uma lacuna ficará em seu lugar, e quem a substituirá? Isso somente reflete a pobreza moral, infantilidade e imaturidade de quem escolhe o feminismo.
A mulher, ao rejeitar o papel de “rainha do lar” e buscar a competição na vida pública, aceitou a “corrente infamante” e perdeu a sua liberdade criativa. As personagens femininas do século XIX já nos alertavam: ao buscarem a liberdade a todo custo, eram lançadas à maldição pelo “egoísmo descomunal” de um homem ou caíam na autodestruição, pois estariam entrando em uma competição social e econômica com o homem, algo naturalmente desigual. Essa “LIBERDADE” é falsa, as mulheres já nascem livres só por terem a vida, e as suas decisões as levarão para uma vida de mais liberdade! São livres para escolherem se querem ou não casar, se querem trabalhar, onde querem morar, com quem querem estar, se querem ou não estudar (somente no ocidente) e a escolha de estar em cargos públicos ou ações sociais lhe foram concedidas pelos homens que já ocupavam esses cargos. Abrace a sua natureza. O homem sempre tenderá a proteger e sustentar. A mulher que é “indefesa” perante ele atrai a proteção, se permita ser cuidada e protegida por quem pode fazer isso, escolha a pessoa certa para fazer isso e estar ao seu lado. O feminismo quer que a mulher compita e carregue o fardo. A ordem natural oferece a complementaridade, onde a responsabilidade é dividida.
Rejeite a ideologia que a quer sempre insatisfeita, revoltada, “altiva e dominadora”. Busque pela sua própria liberdade, opinião e autoridade.Não seja um produto da sociedade, da mídia ou até de seus traumas.
Que a sua vida seja uma escolha, e não o eco de uma doutrina revolucionária que a está transformando num “erro lamentável”. Volte-se para a família e para o lar, onde a sua força se manifesta no “domínio despótico sujeito à justa liberdade feminina” e onde encontrará o “afeto calmo, seguro, uniforme” que é o precursor do “eterno descanso”.
Não há vergonha em valorizar o amor exclusivo, soberano e absorvente e em cultivar suas “qualidades mais nobres”. Pois, enquanto o autor da desgraça, o homem egoísta, “viverá muito. E calmo, impenetrável, juvenil, sem remorso”, a mulher que se lança ao ímpeto das paixões e da revolta “sepultou-se nas trevas”. Viva sua essência de força mas de delicadeza que traz a necessidade da proteção. Se afaste daquilo que te manipula, controla ou te leva para longe de si mesma.
Escolha a luz, a ordem e o afeto que garante que os seus “desejos exclusivos” e a sua “pretendida placidez“ residam na segurança do lar. Lembre-se: o homem que ama lança fora o medo e a necessidade de vender-se à ideologia. Não se venda a essa maligna ideologia.
Referências
•Linton, Eliza Lynn. The Girl of the Period (Coleção de ensaios). (1868)
•Ward, Mary Augusta. Delia. (1887)
•Belloc, Hilaire. The Servile State. (1912)
•Schlafly, Phyllis. A Choice Not an Echo. (1964)
•Gilder, George. Sexual Suicide. (1973)
•Goldberg, Steven. The Inevitability of Patriarchy. (1973)
•Sommers, Christina Hoff. Who Stole Feminism?: How Women Have Betrayed Women. (1994)
•Paglia, Camille. Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson. (1990)
•Van Creveld, Martin. The Privileged Sex. (2013)
•Scruton, Roger. Fools, Frauds and Firebrands: Thinkers of the New Left. (2015)
•Laje, Agustín e Márquez, Nicolás. O Livro Negro da Nova Esquerda. (2016)
•Campagnolo, Ana. Feminismo: Perversão e Subversão. (2019)
Notas
- Simone de Beauvoir, O segundo sexo (1949) Sumário Prefácio Introdução I Contestação moral religiosa e educação Protofeminismo Mary Wollstonecraft e o documento fundador do feminismo (1792) Contestação moral-religiosa e educação pública: germes do feminismo O perfil das mulheres do Setecentos: privilegiadas, não oprimidas Combate à libertinagem sexual e elogio à modéstia O papel essencial da mulher é ser mãe A educação pública como instrumento de transformação social. ↩︎
- Conforme se vê pela construção cronológica elaborada em cinco capítulos pela autora, o feminismo começou com a população de movimentos populares, ora confluentes, ora discordantes, de mulheres que carregavam motivações parcialmente genuínas, que mais ou menos explicam politicamente suas ações iniciais, mas não justificam o caminho mendaz para o qual, hoje, o feminismo tanto deseja nos conduzir. Problemas com direitos de propriedade? É certo que os tínhamos. Desigualdades nos contratos matrimoniais? Também isto havia. O sufrágio tinha de ser resolvido? De alguma maneira. Suas demandas políticas estão na base mesma da sua constituição inicial e, logo, suas demandas públicas acabaram com sua vida privada. Ganharam o mundo como casa, e perderam a casa como lar. Não restam dúvidas disso quando terminamos a leitura dos capítulos segundo e terceiro do livro de Campagnolo.
Aristóteles, nesta grave constatação, nos confere uma chave para compreender o porquê de o feminismo ter perdido completamente as estribeiras e glorificado de pé Ângela Ponce, um homem magrelo que venceu o concurso Miss Espanha 2018. A busca por emancipação descontrolada das mulheres começou com demandas conflitantes quanto ao sufrágio e conquistou, ironicamente, o prodígio de subverter a própria identidade da mulher, como Ana detalha no quarto capítulo deste livro. No fundo do movimento feminista jaz o enxofre da mentalidade revolucionária: uma sanha que tornou-se o ar que respiramos. É aquela perigosa idéia de que reconstruir o paraíso perdido não é apenas factível, mas necessário. A sociedade igualitária, fraterna e livre está, por conseguinte, ao nosso alcance.
FEMINISMO, PERVERSÃO E SUBVERSÃO – ANA CAROLINE CAMPAGNOLO ↩︎ - A fraude da educação mista igualitária “Os interesses e o comportamento distinto dos sexos são consequências da educação”: raízes da ideologia de gênero II Inserção da mulher no universo masculino Primeira Onda feminista Dinheiro, propriedade e herança A mulher nos universos masculinos de exploração (mercado de trabalho) e repressão (poder estatal) Inauguração do Women’s Movement nos EUA (1848) Direito ao voto Stuart Mill e Harriet Taylor: argumento da igualdade Kollontai e o feminismo socialista Trabalhar: privilégio ou necessidade?
FEMINISMO, PERVERSÃO E SUBVERSÃO – ANA CAROLINE CAMPAGNOLO ↩︎ - Frequentar a escola superior ou uma universidade; ter a possibilidade de votar e de serem eleitas; abrir conta em banco; exercitar formalmente uma profissão; trabalhar em cargos públicos e ocupar posições diretivas; até mesmo seguir vocações artísticas sem serem submetidas ao desprezo social. Resolver, digamos, tais problemas para as mulheres envolvia demandas políticas e uma ampliação da sua atuação social e pública. Queriam romper com a esfera privada e pagaram um preço altíssimo. G.K. Chesterton, numa brilhante crônica intitulada A mulher, 1 originalmente publicada em 1908, nos coloca diante de um fato tão verdadeiro quanto perturbador, jamais trazido à tona quando estamos numa altercação sobre o feminismo, como é o caso deste livro. Peço licença ao sensível leitor para citar outro homem Dentre os dois sexos, a mulher está em uma posição mais poderosa.
FEMINISMO, PERVERSÃO E SUBVERSÃO – ANA CAROLINE CAMPAGNOLO ↩︎ - Esta associação é explicitamente feita na obra Feminismo, Perversão e Subversão, que lista “Feminismo: biografias de infelicidade e promiscuidade” como um tópico central na crítica ao movimento. A Segunda Onda feminista é categorizada como a “Reprodução feminina do vício masculino” e foca na “Promiscuidade e irresponsabilidade sexual”. A crítica sustenta que a busca por essa “emancipação descontrolada” e a subversão da identidade da mulher resultou em consequências destrutivas.
A infelicidade e a promiscuidade são frequentemente retratadas nos contos do século XIX de Délia (Maria Benedita Câmara Bormann), que são usados como exemplos literários das consequências desse caminho:
• Personagens femininas que buscam a liberdade e se entregam a “assombrosas paixões” e “devassidão” são lançadas à “maldição” pelo “egoísmo descomunal” do homem, sendo descritas como “lama atraente, dourada” e que se tornam “imundo pasto de vermes”.
• O movimento é acusado de promover uma “falsa promessa de satisfação”, já que a própria “nevrose” (loucura ou histeria feminina) era uma forma de “protesto feminista inconsciente” contra a rigidez patriarcal.
• A busca por experiências sexuais fora do matrimónio é descrita como “banal e sensaborão” ou leva ao “cansaço e no tédio de muito haver pecado”, culminando em remorso, tristeza, ou na autodestruição ↩︎ - Este conceito, frequentemente debatido no Antifeminismo, refere-se à re-invenção da esquerda após a queda do socialismo. Os autores Agustín Laje e Nicolás Márquez, em O Livro Negro da Nova Esquerda, explicam que, com a queda do Muro de Berlim (1989) e o colapso oficial da União Soviética (1992), a ideologia marxista percebeu que a sua velha “luta de classes” e os slogans comunistas não eram mais atrativos. A estratégia da esquerda foi, então, “maquiar-se e encastelar-se” por trás de novos argumentos, que “oxigenariam seus envelhecidos e desacreditados slogans”. Eles trocaram o discurso classista por “aforismos igualitários” para conquistar o extenso território cultural. O feminismo radical e a ideologia de gênero (como exemplificado pela obra de Judith Butler publicada em 1992) tornaram-se os novos veículos para essa guerra cultural, substituindo o foco nos “trabalhadores explorados” pela captura de “almas atormentadas ou marginais” sob desculpas de aparência nobre, como a “inclusão” e a “igualdade”. ↩︎
- Esta ideia é um dos pontos principais de quem critica o feminismo, especialmente a sua fase mais recente. Eles argumentam que o movimento deixou de lutar por direitos e se tornou uma ideologia que ataca diretamente a religião e os valores cristãos.
1. O Ataque à Fé Cristã (Ódio ao Cristianismo):
O feminismo radical é acusado de ter “ódio ao cristianismo” porque:
• Ataca as Histórias Sagradas: O movimento questiona as histórias de criação da Bíblia (o Gênesis). Eles criticam a ideia de que Deus é uma figura masculina e veem essa narrativa como a origem da dominação masculina.
• Inverte a Culpa: Em vez de aceitar a história da criação (que uma personagem chama de “banal e sem graça”), as feministas argumentam que os homens é que são a “origem dos maus desejos” e das sugestões perversas.
• Rejeita a Moral: A crítica aponta que o movimento confronta a moral religiosa que historicamente defendia valores como a ordem e a estrutura familiar. O movimento também é ligado a ações de “anticatolicismo”.
2. O Objetivo de Controlo (Totalitarismo):
Os críticos descrevem o feminismo como um movimento com uma “maneira totalitária e seletiva de decidir o que é moralmente certo”.
• Estratégia Política: Esta fase do feminismo (chamada Pós-Marxismo Cultural) é vista como uma nova tática da esquerda após o colapso do comunismo. O grupo político associado ao feminismo trocou a “luta de classes” por uma “guerra cultural”. Eles usam “frases de igualdade” para disfarçar e dar uma nova vida às suas ideias antigas e desacreditadas.
• A Subversão Total: O objetivo final desse “totalitarismo feminista” é a subversão das estruturas morais e sociais, sendo o movimento criticado por promover “biografias de infelicidade e promiscuidade” como resultado dessa “emancipação descontrolada”.
O movimento demonstra um “critério moral seletivo e totalitário”, e a Terceira Onda é vista como a “reação contra o totalitarismo feminista” ↩︎