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O QUE É COMUNISMO? A IDEOLOGIA DO TERROR, DO FRACASSO ECONÔMICO E DOS 100 MILHÕES DE MORTOS

O Inconcebível Saldo do Comunismo

Durante o século XX, a humanidade testemunhou casos de violência em massa no mundo todo. No centro deste cenário triste, o comunismo aparece. Ele não é só uma ideia antiga, mas uma prática política de verdade que existiu antes do fascismo e do nazismo e durou mais que eles, chegando a quatro grandes continentes. O resultado final dessa aventura ideológica é chocante e inegável, provado agora pela abertura de muitos documentos e relatos: o comunismo de verdade matou cerca de 100 milhões de pessoas.
Este número assustador é muito maior que o total de vítimas do nazismo e até mesmo o das duas guerras mundiais juntas. O terror – o Terror Vermelho – foi, desde que os bolcheviques tomaram o poder em Outubro de 1917, a ferramenta principal usada tanto para o comunismo subir ao poder quanto para se manter nele.
Ao contrário do que muitos pensam, os países comunistas conseguiram muito mais criar muitos campos de concentração do que plantar trigo, produzindo mais mortos do que coisas para o povo usar. Este artigo quer mostrar a verdade sobre essa ideia, revelando seus erros na teoria, seus fracassos históricos mais sangrentos e como o seu poder total se transforma sempre em tragédia humana.

A Teoria de Marx: O Caminho para o Inferno Pavimentado de Ideias

O comunismo moderno, tal como formulado por Karl Marx e Friedrich Engels, se baseia numa ideia principal: que o jeito que a economia funciona (produção e troca) e a organização social que vem disso, são a base para entender toda a história intelectual e política de um tempo. O movimento da história é visto como uma história de brigas de classes, entre quem explora e quem é explorado.
Para os comunistas, o objetivo principal é acabar com a propriedade privada, que é vista como a maior prova da exploração de uma classe pela outra. O primeiro passo na revolução dos trabalhadores é fazer do proletariado a classe que manda e conquistar a democracia pela briga. O proletariado deve usar seu poder político para juntar todos os meios de produção na mão do Estado, que é o proletariado mandando.

A Desconstrução das Premissas Teóricas

Apesar de se vestir de “ciência” e “destino histórico”, a teoria marxista tem erros de lógica e uma visão inocente do poder e da economia que foram destruídos pela história:

A Falácia da Fonte Única de Riqueza: Marx criticou com força a ideia principal de programas socialistas (como o Programa de Gotha), de que “O trabalho é a fonte de toda riqueza e toda cultura”. Marx explicou: O trabalho não é a única fonte de toda riqueza. A natureza é a fonte das coisas úteis (a riqueza material de verdade), tanto quanto o trabalho, que é só o uso da força de trabalho humana.
Ao negar a contribuição da natureza para a riqueza, e concentrando-se apenas na dinâmica do trabalho e do capital, o marxismo-leninismo abriu o caminho para a grande destruição do meio ambiente vista nos regimes comunistas, onde a guerra contra a natureza virou um sinal da sua utopia sem controle.

O Mito do “Igual Direito”: Marx previu que na primeira fase da sociedade comunista, aquela que “surge, depois de um longo trabalho de parto, da sociedade capitalista”, o princípio de distribuição seria: “a cada um segundo seu trabalho”.
Mas Marx logo viu a injustiça que existe nesse “direito igual”: um trabalhador pode ser casado e ter mais filhos que outro. Pelo mesmo trabalho, e com a mesma parte no dinheiro da sociedade, uma pessoa receberia, na verdade, mais que a outra, ficando mais rica. Para evitar esses problemas, Marx disse que o direito teria que ser desigual. A divisão de riqueza baseada no trabalho ou no esforço individual é, então, passageira e “o direito nunca pode ser maior que o jeito que a economia e a cultura da sociedade se desenvolveram”.
Essa aceitação de que as pessoas têm necessidades diferentes mostra que é impossível ter um sistema de “igualdade” sem usar a força total para acabar com as diferenças de cada um. Só numa fase mais avançada do comunismo, com “o desenvolvimento de muitas faces das pessoas”, é que a divisão seria “de cada um segundo o que pode fazer, para cada um segundo o que precisa”. O problema, como a história mostrou, é que para chegar nessa fase avançada, o comunismo de verdade primeiro colocou uma ditadura cruel, onde nem o básico era garantido, e onde as necessidades de cada um eram esmagadas com violência.

A Exigência de Ditadura e Estado Totalitário: O ponto mais perigoso da teoria é a inevitabilidade da ditadura. Entre a sociedade capitalista e a comunista, Marx disse que existe o tempo da mudança pela revolução, cujo Estado “só pode ser a ditadura revolucionária dos trabalhadores”.
Lênin e seus seguidores levaram essa ideia ao máximo: A ditadura é um poder que usa a violência na cara e não é preso por nenhuma lei. Essa ideia simples e limitada do Estado faz dele uma “máquina que serve para esmagar a burguesia”.
A ditadura é vista como essencial porque não se trata de mudar só um pouco, mas de acabar com a própria burguesia; por isso, “não dá para ter acordo; só a força pode resolver”. Assim, desde o começo, a ideia já tem a violência e o terror em seu DNA.

A Realidade Histórica: O Arquipélago da Tragédia Humana

O que os documentos e os relatos dos sobreviventes mostram é que o terror foi, desde o começo, uma das partes mais importantes do comunismo moderno.

A União Soviética: O Laboratório do Terror (Gulag)
Na Rússia, o golpe bolchevique de Outubro de 1917 logo transformou o sonho de liberdade numa ideia de que o Estado pode tudo.

A Invenção do Inimigo de Classe: Lênin chamava de “insetos nocivos” não só as pessoas de outras classes, mas também os “operários preguiçosos no trabalho”. A lógica bolchevique era simples: “Quem não está comigo está contra mim”. Lênin mandou que “Quem é contra mim tem de morrer”, e essa ordem foi levada da política para toda a sociedade.
O Terror Vermelho no começo foi a base do regime soviético, onde o rival político (e, depois, qualquer cidadão) era primeiro inimigo e depois bandido, virando um excluído, o que levava “quase que automaticamente à ideia de matar”.

O Arquipélago Gulag e o Extermínio Arbitrário: A rede de prisões e campos de trabalho forçado (Gulag) cresceu rápido, virando uma ferramenta para a economia e para prender muita gente. Nos anos de 1929-30, aconteceu a destruição dos kulaks, milhões de pessoas que nem cabiam nas prisões e foram direto para o Arquipélago de Gulag. Esses kulaks, que faziam o pão da Rússia, foram tirados de suas casas e jogados lá por camponeses que não deram certo ou por gente das cidades, num ato de raiva que perdeu toda a noção de “humanidade”.
O terror de Stálin chegou ao máximo entre 1937 e 1938, um tempo em que milhões foram presos, e a maioria esmagadora não era de líderes importantes do Partido, mas sim gente do povo. A justiça era uma piada. A pena de morte podia ser dada por “fazer um país de fora declarar guerra à U.R.S.S.” ou por “coisas que faziam mal à indústria, aos transportes, ao comércio” (sabotagem).

A vida no Gulag era de uma crueldade que não dá para descrever:
• Superlotação e Tortura: Nas prisões, celas para uma pessoa chegavam a ter DEZOITO homens. O jeito era torturar os presos e usar “xingamentos pesados”.
• Crimes Econômicos: Os camponeses que guardavam seus grãos para vender eram castigados com a prisão por pelo menos dez anos, mais trabalhos forçados pesados e a perda de tudo o que tinham. Isso obrigou o campo a entregar a colheita de graça, ano após ano.
• Execuções Rápidas: O terror era justificado pela ideia do interesse da classe: o acusado só podia viver se fosse útil para a classe operária. Os tribunais da revolução não aceitavam “detalhes e jeitinhos da lei”, agindo só pelo que era bom para a Revolução. A pena de morte era normal, chegando a fuzilar quem “não queria trabalhar”.
A Fome como Arma de Classe: A grande fome na Ucrânia de 1932-1933 foi um desastre que matou seis milhões de pessoas em poucos meses, ligado diretamente à luta dos moradores do campo contra a ordem de juntar todas as terras. Lênin, trinta anos antes, já pensava que a fome podia e devia ser usada para “dar um golpe fatal na cabeça do inimigo” (a Igreja Ortodoxa). Ao controlar todo o estoque de comida, o regime comunista usava a “arma da fome” para dar comida só para quem tinha “mérito” e tirar de quem tinha “demérito”.

A China de Mao: O Grande Salto para a Morte

O comunismo chinês, com Mao Zedong no comando, terminou no que é a fome que mais matou em todos os tempos, em todos os países, em números totais.

O Grande Salto Adiante (1958-1962): Um Desastre Planejado: Mao, numa loucura de sonho de país perfeito para alcançar e passar a Grã-Bretanha em menos de quinze anos, lançou o Grande Salto Adiante. O objetivo era jogar o país na frente dos rivais, chamando os camponeses em massa para mudar a agricultura e a indústria (a China “andaria com duas pernas”). Tudo foi juntado, e os moradores do campo foram forçados a ir para comunas enormes.
A busca pelo paraíso perfeito acabou num desastre que destruiu dezenas de milhões de vidas. O número de mortes antes da hora é calculado com cuidado em pelo menos 45 milhões para o tempo de 1958–62. Essa não foi uma fome normal, mas sim um resultado direto de uma política errada e um desastre causado totalmente pelos planos malucos de Mao e sua teimosia criminosa em não aceitar o erro.

O Terror e a Fome como Ferramentas: A força, o terror e a violência constante foram a base do Grande Salto Adiante.
• Roubo da Produção: A falta de comida foi causada pelos pedidos muito altos do Estado, mesmo com a produção de grãos caindo. A própria produção de cereais estava tão errada por causa de números inventados que o Estado não conseguia saber o que era real.
• Comida como Arma: A comida, dada em poucas colheres nos refeitórios da comunidade, virou arma para obrigar as pessoas a fazer tudo o que o partido mandava. Chefes locais tiravam o direito de comer dos moradores do campo que estavam fracos demais para trabalhar. Em Sichuan, o fiscal viu que os membros da comunidade que estavam doentes demais para trabalhar ficavam sem comida, o que fazia com que morressem mais rápido.
• Destruição e Desperdício: Panelas, panelões e ferramentas eram jogados em fornos caseiros para tentar aumentar a produção de aço. Milhões de quilos de grãos estragavam nos campos. Casas foram derrubadas para dar material de construção para projetos enormes, como um Salão do Povo ou uma “cidade dos porcos”.
• Canibalismo: A fome fez com que acontecessem atos de canibalismo em Guangxi e Gansu, com histórias de pessoas que comiam carne humana, até mesmo por ordem de chefes locais. Em Henan, pais loucos de fome chegavam a dar a carne dos seus filhos para que outros matassem a sua fome.
A Repressão e o Laogai: O sistema de campos de concentração chinês, o Laogai (Gulag chinês), funcionava com a ideia de que a dureza da sociedade era total. O Laogai era um enorme freezer, onde o preso político, depois de ser solto (o que era raro), era evitado e marcado como se tivesse um pecado original.

Camboja: O Genocídio de Pol Pot (Khmer Vermelho)

No Camboja, sob o governo dos Khmers Vermelhos (1975-1979), a revolução chegou ao seu ponto mais extremo, tentando colocar o comunismo total em prática na hora.

Sonho de Recomeço Total: Pol Pot achou que estava acima de Marx, Lênin e Mao, ao acabar com o dinheiro, fazer a união total das terras em menos de dois anos, e acabar com as diferenças sociais ao destruir todos os donos de terras, intelectuais e comerciantes. As cidades foram esvaziadas em só uma semana. A falta de noção total desse sonho de país perfeito levou a soluções extremas.
O Crime Chocante: O governo khmer vermelho ganhou o “prêmio” de vítimas em proporção: em três anos e meio, matou do jeito mais cruel (fome e tortura) cerca de um quarto de toda a população do país.
• Destruição da Cultura: A Catedral de Phnom Penh foi o único prédio totalmente destruído. A escola do governo era o campo, o papel era a terra e a caneta era o arado; a tecnologia capitalista era ignorada.
• Terror Diário: O desprezo total pela vida humana era a regra número um, resumida na frase de medo: “Perder você não é uma perda. Manter você não serve para nada”.
• Morte por Coisa à Toa: Qualquer erro, como quebrar um copo, não conseguir dominar um búfalo ou fazer sulcos tortos, podia levar a pessoa e seus parentes à morte. Morria-se mais de assassinato do que de doença ou velhice. O “roubo” de comida era o principal motivo para a execução.
• Fome de Propósito: A fome foi usada de propósito para escravizar melhor o povo. A comida diária diminuiu muito; não era raro que cinco, seis ou até oito pessoas tivessem que se contentar com só uma caixa de arroz (250 gramas). A morte era muitas vezes escondida, e os corpos eram usados como “adubo para os nossos arrozais”.

Cuba e Coreia do Norte: Totalitarismo Persistente

O comunismo mostrou que consegue sobreviver negando a realidade e se isolando.

Coreia do Norte: A Coreia do Norte é o último comunismo “duro” de verdade, um museu do comunismo que continua teimosamente fechado. A repressão é feita com uma violência que não tem igual, onde a falta de liberdade (de se juntar a grupos, de falar, de se mudar) é total. O sistema causou a morte de 1,5 milhão de pessoas por estarem presas em campos de concentração.

Cuba: A ilha principal do Caribe é chamada de totalitarismo tropical sem fim. Com Fidel Castro, a ideia pura foi imposta, como mostra Che Guevara, que elogiava “o ódio que funciona e que faz do homem uma máquina de matar que funciona, é violenta, escolhe quem matar e é fria”. O governo nega as coisas horríveis que fez.

Análise do Fracasso: Porque a Ideologia se Desmorona na Realidade?

O desastre comunista não foi só um erro por acaso, mas sim o resultado certo de tentar aplicar uma ideia de paraíso que estava totalmente fora da realidade.

O Colapso do Cálculo Econômico
O comunismo falha na economia porque troca a complexidade do mercado e da distribuição de recursos pela loucura do planejamento central, onde o Estado vira o “planejador” e o “remédio para a bagunça”.

• Bagunça e Desperdício: A economia planejada na China, por exemplo, se mostrou um sistema que desperdiçava muito, onde os grãos eram deixados sem colher, enquanto as pessoas morriam de fome. O resultado das fábricas era triste, com custos reais difíceis de calcular na bagunça do dinheiro. Produtos com defeito e problemas de transporte se juntavam, e coisas que valiam milhões de yuans estragavam ou enferrujavam.
• Contabilidade Falsa: O planejamento central pedia muitos dados certos, mas, em cada nível de poder, as metas eram mudadas e os números, aumentados. O erro era maior no topo, onde os relatórios falsos se acumulavam.
• Mercado Negro e Corrupção: Para sobreviver no comunismo, era preciso desobedecer. A vontade de ter lucro, que o partido tentava acabar, estava logo ali por baixo. A corrupção entrava em tudo na vida chinesa. A falta de verdade e a mentira viraram o jeito comunista de viver, fazendo o governo durar mais. Em Nanquim, a loja de departamentos de Pequim, em vez de atender ao que o cliente queria, vendia coisas caras e aumentava os preços, aproveitando as faltas que existiam em todo lugar.

A Negação da Natureza Humana

O sonho de país perfeito comunista exige que a pessoa seja mudada e que sua liberdade seja destruída, o que leva a uma violência que é parte da ideia.

• Acabar com o Jeito de Cada Um: O comunismo se baseia em negar que a “espécie humana” é uma só. Ao criar divisões sem sentido (burguesia/proletariado) e ver as pessoas como simples exemplos de uma sociologia básica, o crime fica mais fácil. O carrasco não mata uma pessoa; ele tira uma ideia ruim que atrapalha a felicidade de todos.
• A Violência como Regra: A ideia de trabalho pago é vista como escravidão. Para que as pessoas peguem para si todos os meios de produção e desenvolvam suas capacidades, é preciso uma revolução onde os trabalhadores se livrem de tudo o que sobrou da sua vida social anterior. Essa revolução exige uma grande mudança nas pessoas e é feita por uma ação prática: a revolução. Se essa mudança não acontece, a falta de tudo se espalha, e com a pobreza, a briga pelo que é essencial começa de novo. A história mostrou que o resultado foi a violência em todo lugar e a miséria, exatamente o que a teoria dizia que ia evitar.
• Viver na Base da Mentira: Ao contrário da imagem de uma sociedade muito disciplinada, o que os documentos mostram é uma sociedade se desfazendo, onde sobreviver dependia cada vez mais de saber mentir, bajular, esconder, roubar, trapacear, furtar, saquear, contrabandear, enganar, manipular ou passar a perna no Estado.

O Problema do Poder Absoluto

Fazer da ideia uma Verdade absoluta, porque é “científica”, é o que dá base para o comunismo ser um poder total.
• Sem Lei e Sem Justiça: A ditadura dos trabalhadores é um poder que não é preso por nenhuma lei. Os bolcheviques jogaram fora a lei e a justiça da burguesia, criando uma nova lei e regras de moral. A punição, no comunismo, não é bem pelo que o acusado já fez, mas sim pelo que ele pode vir a fazer, se não for fuzilado agora.
• Medo e Paranoia: O poder total cria um clima de insegurança, de desconfiança em todo mundo, de não saber o que vai acontecer amanhã. Os líderes, como Mao, viam o mundo cheio de planos e conspirações. Esse medo doido é parte da tentativa de juntar a sociedade à força, que joga fora quem não se encaixa na ideia pura da ideologia.
• Ideia que Gera Crime: O crime contra a humanidade é o resultado de uma ideia que diminui a pessoa a uma condição limitada, negando que a “família humana” é uma só. O plano de Lênin, ao tirar o capitalista, a burguesia e o contra-revolucionário da humanidade, fez deles inimigos totais.

Comunismo Hoje: A Persistência da Ideologia Criminogênea

Mesmo que a maioria dos governos comunistas tenha caído ou diminuído o terror depois da morte de líderes como Stálin ou Mao, a ideia que está por baixo – e o seu costume de negar os fatos – continua, sendo um perigo.

A Negação Continua: O crime do comunismo não foi julgado de forma justa e normal, nem na história nem na moral. Os assassinos e seus seguidores muitas vezes negam tudo de forma organizada. As vítimas do comunismo ficaram escondidas por muito tempo pela máquina de propaganda. Os próprios partidos comunistas, mesmo aceitando tarde os crimes de Stálin, não largaram, na maioria, as ideias de Lênin. Eles continuam a alimentar a fé na ideia, usando o princípio de Tertuliano: “Eu acredito porque é absurdo”.
O Fantasma da Revolução Sem Fim: O sonho de poder total exige a briga constante. A história dos governos comunistas mostra que o objetivo principal é garantir de todo jeito o poder só para o comunismo, seguindo o modelo soviético.
Mesmo sem o poder do Estado, o que os comunistas querem continua claro: fazer dos trabalhadores uma classe, derrubar o domínio da burguesia, e tomar o poder político para os trabalhadores. O movimento de revolução é apoiado contra tudo o que existe na sociedade e na política. O fim é derrubar com violência toda a ordem social que existe até hoje.

A ideia marxista que continua em movimentos de hoje, mesmo fora dos partidos de sempre, precisa ser vista com base nas suas ideias históricas:
1. Achar e Excluir “Classes Inimigas”: A teoria manda olhar para a sociedade como se fosse feita de classes rivais que precisam ser eliminadas. Essa lógica de achar inimigos totais, que justifica matar, é o que move o terror, não importa quem o poder escolha como o novo grupo a ser destruído (burgueses, kulaks, intelectuais, ou minorias de etnia).
2. O Desprezo Pela Democracia: O plano comunista não aceita a democracia liberal, vendo o Estado burguês como só uma ferramenta para oprimir. Mesmo em tempos de mudança, Marx pedia a ditadura revolucionária dos trabalhadores. Essa desconfiança na liberdade política e a ideia de que tomar o poder com violência é a única saída é a herança mais perigosa do comunismo. A ideia de que “toda briga de dinheiro ou de política pode, num momento bom, virar guerra civil” é uma regra de tática muito importante que continua escondida.

Conclusão: Um Chamado à Liberdade e à Vigilância

Os fatos são duros. O comunismo, em todos os lugares onde apareceu (URSS, China, Camboja, Coreia do Norte, Cuba), mostrou ser um sistema que tem, mesmo que em níveis diferentes, uma parte que é criminosa na sua base, e o resto uma grande podridão. E diante dos fatos que mostram a realidade dos países que tiveram a infelicidade de sofrerem sob um julgo infernal chamado comunismo, chegamos à conclusão de que é possível um indivíduo ter liberdade para escolher ser comunista em um país liberal mas é impossível um indivíduo ter liberdade em um país comunista.

Quem acredita num futuro para o comunismo precisa encarar a realidade de que o Terror Vermelho está ligado de forma profunda à ideia, e abrir os olhos para os fatos históricos! A máquina que é o poder total comunista não teria durado tanto tempo se fosse totalmente estranha ao que as pessoas querem, mas ela usou o desejo de mudar o mundo em nome de um ideal, uma falácia de morte, e uma narrativa de falsa justiça social a começar de Marx.

A história é inequívoca: a implementação prática do comunismo, em suas diversas formas, resultou em um rastro de violência, repressão e colapso econômico que vitimou cerca de 100 milhões de pessoas. Este fracasso não é um desvio, mas a consequência lógica de premissas teóricas que exigem a “ditadura revolucionária” e a supressão da propriedade privada, levando à ausência de cálculo econômico e à miséria.

No Brasil, a ameaça não se manifestou com tanques nas ruas, mas sim através de um longo ciclo de governos de orientação socialista/de esquerda que, cientes da inviabilidade do confisco físico, optaram pelo confisco do resultado da produção por meio do excesso de Estado. O país foi conduzido por um projeto de poder que se estendeu por mais de uma década, começando com o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e seguindo com Dilma Rousseff (2011-2016). Embora o início do ciclo tenha se beneficiado de um boom global de commodities, a gestão estatista e a irresponsabilidade fiscal plantaram as sementes do colapso.

A partir do segundo mandato de Dilma, a conta chegou de forma brutal, expondo o fracasso inerente ao modelo: o país mergulhou na maior recessão de sua história, com o PIB encolhendo 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, a inflação disparou e a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que havia caído para cerca de 51% do PIB em 2013, voltou a subir vertiginosamente, sinalizando a insustentabilidade do gasto público. O breve e turbulento governo de Michel Temer (2016-2018) tentou implementar reformas, mas o estrago já estava feito.

Paralelamente ao fracasso econômico, a concentração de poder e recursos nas mãos do Estado, típica de modelos intervencionistas, gerou as maiores bombas de corrupção da história nacional. Escândalos como o Mensalão e a Operação Lava Jato revelaram um esquema sistêmico de desvio de bilhões de reais de estatais como a Petrobras, financiando partidos e enriquecendo ilicitamente agentes públicos. Essa corrupção não foi um desvio moral, mas a consequência previsível de um Estado inchado e com poder discricionário sobre a economia.

A reeleição de Lula em 2023 marca o retorno desse projeto, e o fato de o atual presidente ter sido condenado por corrupção é o maior absurdo e o símbolo mais eloquente do buraco em que o país se encontra. Lula foi condenado em primeira instância em 2017 e teve sua pena confirmada em segunda instância em 2018 nos casos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro, resultando em sua prisão. No entanto, em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações, não por inocência, mas por questões processuais de competência (o chamado “erro de foro”), e por serem completamentes politizados e defensores do Lula, permitindo que o ex-presidente recuperasse seus direitos políticos e se candidatasse novamente. A anulação, que não apagou os fatos nem as provas dos autos, mas sim a validade jurídica dos julgamentos, abriu o caminho para o retorno ao poder do líder de um projeto que levou o país à bancarrota moral e econômica.

O “novo governo” já sinaliza um aumento do gasto público e uma política fiscal frouxa, com o Tesouro Nacional prevendo que a Dívida Pública Bruta atingirá 82,5% do PIB ao final do mandato, aproximando-se do recorde histórico da pandemia. A promessa de “igualdade” e “justiça social” através da intervenção estatal maciça tem um preço altíssimo: a perda da liberdade e a condenação ao subdesenvolvimento. A história, com seus 100 milhões de vítimas, é o testemunho mais eloquente de que o caminho para a prosperidade e a dignidade humana reside na limitação do poder do Estado, na defesa da propriedade privada e na liberdade de mercado. Permitir que o Estado continue a crescer e a confiscar a riqueza é o mesmo que pavimentar, mais uma vez, o caminho para o buraco.

Referências

manifesto-do-partido-comunista.pdf

critica-do-programa-de-gotha.pdf

Livro negro do comunismo.pdf

Aleksandr Solzhenitsyn – O Arquipélago Gulag (2017, Sextante Editora).pdf

a-grande-fome-de-mao-9788501110664.pdf

aideologiaalema.pdf

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