A narrativa hegemônica, insistentemente promovida pela esquerda acadêmica, midiática e artística, rotula o período iniciado em 31 de março de 1964 como uma “Ditadura Militar” sombria e monolítica, um mal absoluto que se abateu sobre um Brasil supostamente democrático e pacífico. Essa versão, no entanto, é uma das mais audaciosas e bem-sucedidas fraudes intelectuais da história brasileira. Ela deliberadamente apaga o contexto de caos, anarquia e iminente guerra civil do governo de João Goulart (Jango) e o perigo real da implantação de uma ditadura comunista em nosso país. Para entender a verdade, é preciso ter a coragem de fazer a pergunta que a esquerda proíbe: o que estava acontecendo no Brasil pré-1964 e qual era a alternativa ao regime militar?
Neste artigo, vamos desmascarar essa farsa. Demonstraremos que o movimento de 1964 não foi um “golpe” que surgiu do nada, mas um contragolpe; uma reação necessária e urgente da sociedade civil e das Forças Armadas para frear a escalada revolucionária em curso. Provaremos que o regime militar, com todos os seus excessos, não apenas salvou o Brasil de se tornar uma nova Cuba, mas também promoveu um período de modernização, crescimento econômico e integração nacional sem precedentes, o chamado “Milagre Econômico”. É hora de resgatar a história e defender a honra dos que nos livraram da tirania vermelha.
Os Fatos Históricos: O Brasil à Beira do Abismo Comunista
Para entender 1964, é preciso voltar ao governo de João Goulart (1961-1964). Jango, um herdeiro do populismo varguista, liderava um governo caótico, marcado pela inflação galopante, desordem social e uma guinada radical à esquerda. Influenciado por figuras como seu cunhado Leonel Brizola e por grupos comunistas, Jango flertava abertamente com a quebra da legalidade. Seus principais atos apontavam para uma ruptura revolucionária:
- Quebra da Hierarquia Militar: O governo incentivava abertamente a insubordinação nas Forças Armadas, como na “Revolta dos Marinheiros”, onde marinheiros amotinados foram anistiados por Jango, em um ato que humilhou a cúpula militar e sinalizou o fim da disciplina.
- As “Reformas de Base”: Jango prometia realizar profundas reformas (agrária, urbana, bancária) “na lei ou na marra”, ameaçando atropelar o Congresso Nacional e governar por decreto.
- O Comício da Central do Brasil: Em 13 de março de 1964, em um comício para milhares de sindicalistas e militantes de esquerda no Rio de Janeiro, Jango fez um discurso inflamado, defendendo a legalização do Partido Comunista e prometendo uma nova constituinte. Foi uma clara demonstração de força e um desafio à ordem constitucional.
A sociedade brasileira reagiu com pavor. A classe média, empresários, a Igreja Católica e a maioria da imprensa viam o Brasil caminhando para o mesmo destino de Cuba sob Fidel Castro. Em resposta, a sociedade civil organizou a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu centenas de milhares de pessoas em São Paulo e outras capitais, clamando por uma intervenção que restaurasse a ordem. Foi nesse cenário, com amplo apoio popular, que as Forças Armadas, lideradas pelo General Olympio Mourão Filho, iniciaram o movimento em 31 de março de 1964. Jango, vendo que não tinha apoio para resistir, fugiu para o Uruguai. O Congresso Nacional, em sessão de 2 de abril, declarou a vacância da Presidência e empossou o presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, consolidando a legalidade da transição.
Análise Crítica: Desmascarando a Narrativa da “Ditadura do Mal”
A esquerda precisa pintar o período de 1964-1985 como um inferno na Terra para justificar sua própria violência e santificar seus “heróis”. A verdade é muito mais complexa.
1. Contragolpe, Não Golpe: O termo “golpe” implica a derrubada de um governo legítimo e democrático. O governo Jango já havia perdido sua legitimidade ao conspirar abertamente contra a Constituição que jurou defender. O movimento de 1964 foi uma reação para impedir um golpe comunista já em andamento. Foi um ato de profilaxia, uma cirurgia de emergência para remover um tumor revolucionário antes que ele gerasse metástase. Ignorar o clamor popular da Marcha da Família e o caos pré-1964 é a principal desonestidade intelectual da esquerda.
2. A “Luta Armada”: Terrorismo, Não Resistência Democrática: A esquerda romantiza os grupos armados como a ALN, o MR-8 e a VPR como “jovens idealistas que lutavam pela democracia”. Isso é uma mentira abjeta. Esses grupos, financiados e treinados por ditaduras comunistas como Cuba e China, não queriam democracia. Seu objetivo, claro e documentado, era implantar no Brasil uma ditadura do proletariado. Eles eram terroristas. Sequestravam embaixadores, assaltavam bancos, explodiam bombas em locais públicos e assassinavam civis e militares a sangue frio.
Citação Direta de Fonte Primária: Carlos Marighella, líder da ALN e hoje idolatrado pela esquerda, escreveu o “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, um guia para o terror. Nele, ele prega o “terrorismo” como tática: “O terrorismo é uma arma a que o revolucionário não pode renunciar.” Não há como chamar de “democratas” aqueles que viam no terrorismo uma arma legítima para alcançar o poder. O regime militar combateu uma guerra suja porque enfrentou um inimigo que não tinha regras, moral ou apreço pela vida humana.
3. O Legado do Milagre Econômico: A narrativa de esquerda convenientemente apaga o fato de que, sob o regime militar, o Brasil viveu seu maior período de crescimento econômico. O “Milagre Econômico” (1968-1973) viu o PIB brasileiro crescer a taxas anuais superiores a 10%. O país se industrializou, a classe média explodiu e o Brasil se tornou a oitava maior economia do mundo. Obras de infraestrutura monumentais, que integram o país até hoje, foram realizadas, como a Ponte Rio-Niterói, a Usina de Itaipu e a Transamazônica. A verdade inconveniente para a esquerda é que o Brasil, sob um regime de ordem e planejamento estratégico, prosperou como nunca antes.
MITO vs. FATO
O Mito da Esquerda: O regime militar foi um período de trevas, censura total e opressão generalizada.
O Fato Histórico: A vida da imensa maioria dos brasileiros seguiu normalmente, com paz, segurança e prosperidade crescente. A repressão, embora tenha cometido excessos inegáveis, foi direcionada a um alvo específico: os grupos terroristas que tentavam implantar uma ditadura comunista. O Ato Institucional nº 5 (AI-5), embora duro, foi uma medida de exceção em um contexto de guerra assimétrica. Para o cidadão comum, que não estava envolvido em atividades subversivas, o período foi de ordem e progresso.

Curiosidades e Fatos Pouco Conhecidos
- A Transição Lenta e Gradual: Ao contrário do que a esquerda prega, o regime militar não pretendia se perpetuar no poder. O próprio presidente Geisel iniciou, em meados dos anos 70, um processo de “abertura política, lenta, gradual e segura”, que culminou na lei da anistia e na transição para o governo civil.
- O Apoio da Imprensa: Quase todos os grandes jornais do Brasil, como O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, apoiaram editorialmente a intervenção militar em 1964, refletindo o sentimento da sociedade na época. Eles só mudariam de lado anos depois, por conveniência política e comercial.
- Onde Estavam os “Democratas”? Muitos dos políticos que hoje se apresentam como grandes democratas e criticam 1964, na época, apoiaram o movimento. Figuras como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, ícones da redemocratização, inicialmente viram a ação militar como necessária para depor Jango e restaurar a ordem.
Conclusão: A Relevância de 1964 para o Brasil de Hoje
Estudar a verdade sobre 1964 é crucial para entender o Brasil de hoje. A esquerda, derrotada no campo de batalha, venceu a guerra de narrativas. Eles conseguiram transformar terroristas em heróis, militares em vilões, e um período de salvamento nacional e prosperidade em uma “era das trevas”. Eles usam essa narrativa distorcida para justificar sua agenda revanchista, para atacar as Forças Armadas – a última barreira contra seus projetos de poder – e para intimidar qualquer um que ouse defender valores de ordem, pátria e família.
Hoje, quando vemos a relativização da propriedade privada, a tentativa de controle da mídia sob o pretexto de combater “fake news” e o ativismo judicial que atropela a Constituição, vemos os ecos do caos pré-1964. A verdade sobre o regime militar não é uma questão de “gostar de ditadura”, mas de reconhecer um fato histórico: o Brasil estava à beira de um abismo comunista, e as Forças Armadas, com o apoio do povo, agiram para impedir a queda. Negar os excessos seria desonesto, mas permitir que eles apaguem a totalidade da obra – a salvação do país do comunismo e a construção de um Brasil moderno – é a maior das injustiças. A dívida de gratidão que o Brasil tem com os homens de 1964 é impagável.