Hoje, 7 de maio de 2026, o presidente Lula desembarcou em Washington e foi recebido por Donald Trump na Casa Branca. Reunião de 30 minutos, almoço, pauta oficial de minerais críticos, tarifas e cooperação em segurança pública. Discurso bonito para as câmeras. Mas nos bastidores, a pauta real que o Planalto levou com mais urgência para essa mesa é a seguinte: convencer Trump a não classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Leu certo. O presidente do Brasil voou até Washington, sentou com o líder mais poderoso do mundo e usou parte do tempo para defender as duas maiores facções criminosas do país. ISSO É TRAIÇÃO À PÁTRIA! VAMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS, MAIS UMA VEZ? Não é interpretação. É o que o próprio governo confirmou, com a Palácio do Planalto preparando um acordo bilateral de cooperação como moeda de troca para segurar a designação terrorista.
Por que o governo tem tanto medo dessa classificação
A versão oficial é jurídica e técnica. O argumento do Ministério da Justiça é que a legislação brasileira distingue terrorismo de crime organizado, que PCC e Comando Vermelho não têm motivação ideológica e portanto não se enquadram como terroristas. Bonito argumento. O problema é que ninguém acredita que seja só isso.
A classificação como terroristas abriria espaço para interferências dos Estados Unidos em território brasileiro — e mais do que isso, ampliaria instrumentos internacionais de combate financeiro, rastreamento de patrimônio e cooperação policial. Em outras palavras: ficaria muito mais difícil para essas facções movimentar dinheiro, lavar recursos e operar nas brechas que hoje existem entre uma jurisdição e outra.
PCC e Comando Vermelho já apresentam atuação transnacional consolidada, domínio territorial armado e influência em rotas internacionais de drogas e armas. Isso não é opinião de oposição — é avaliação de especialistas em segurança pública que contradizem abertamente o discurso oficial. Mas o governo Lula prefere chamar de “organizações criminosas infiltradas na sociedade” o que o mundo inteiro enxerga como grupos que controlam territórios, executam adversários e exportam cocaína para a Europa.
O elefante na sala: Maduro preso em Nova York
Tem um detalhe que torna essa visita de Lula a Washington particularmente delicada. Nicolás Maduro — o ditador venezuelano, aliado histórico do PT e do Foro de São Paulo — está preso nos Estados Unidos desde janeiro de 2026, após operação americana que o capturou sob acusação de narcoterrorismo.
Circulam nas redes vídeos afirmando que Maduro teria feito uma delação premiada citando Lula dezenas de vezes e entregando esquemas do Foro de São Paulo. As checagens são claras: esses vídeos são falsos, produzidos com inteligência artificial por canais especializados em desinformação. Não existe nenhuma delação oficial, nenhum documento registrado, nenhum vazamento confirmado pelo Departamento de Justiça americano.
Isso precisa ser dito com clareza — porque aqui no Politicagens não publicamos mentira, nem quando a mentira favorece o nosso lado.
Mas o que é real e documentado é igualmente grave. Maduro está preso. Está sendo interrogado por promotores federais americanos. O processo corre sob os trâmites habituais de custódia por narcotráfico. E o homem sabe muita coisa sobre décadas de articulação política na América Latina, sobre o Foro de São Paulo, sobre o financiamento de campanhas e sobre as relações entre governos de esquerda e o tráfico internacional de drogas.
Se em algum momento ele decidir colaborar com a Justiça americana — o que ainda não aconteceu oficialmente — o epicentro das revelações não vai ser agradável para o Planalto. E Lula sabe disso. Todo mundo em Brasília sabe disso.
O que Trump pensa de tudo isso
As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil seguem em vigor. A reunião na Malásia, em outubro, foi considerada “amistosa” mas não resultou em nenhum alívio concreto. Agora Lula volta com um pacote de cooperação bilateral em segurança pública avaliado em R$ 1 bilhão — na prática, uma tentativa de comprar boa vontade americana para segurar a designação terrorista do PCC e do CV.
Trump não é conhecido por abrir mão de vantagem estratégica por educação diplomática. Se ele decidir classificar essas facções como terroristas, vai fazê-lo porque convém aos interesses americanos — não porque Lula almoçou na Casa Branca e pediu para não fazer isso.
Flávio Bolsonaro, principal rival de Lula na corrida presidencial de 2026, defende a classificação das facções como terroristas como forma de melhorar a segurança pública. O governo sabe que se Trump fizer a designação e Lula voltar sem ter conseguido evitar, o desgaste eleitoral vai ser imediato e visível.
Esse é o presidente que o brasileiro merece?
Um homem que está sendo interrogado por autoridades americanas por possíveis conexões com narcotráfico internacional é aliado histórico do presidente do Brasil. O presidente vai a Washington não para fortalecer o combate ao crime organizado, mas para enfraquecer os instrumentos que poderiam aumentar a pressão sobre as maiores facções criminosas do país. E faz isso enquanto 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes, enquanto o escândalo do INSS completa um ano sem punição, enquanto a Selic corrói qualquer possibilidade de crescimento real.
Esse é o Brasil de 7 de maio de 2026.
ESSE É O PRESIDENTE QUE O BRASILEIRO MERECE?
DIZEM QUE TEMOS O QUE MERECEMOS, ISSO TE REPRESENTA?
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